Prefácio

No meu juízo, um nobre convite para prefaciar um livro tão esplêndido como este, sem dúvida alguma se sobressai a pessoas com altos níveis de intelectualidade e proficiência linguística, como poetas e gramáticos, atributos nos quais não me ajusto. Logo, isso modestamente me orgulha, pois consigo compreender que se não tenho esses honoráveis apanágios e sou respeitosamente tratado como se os tivesse; de fato tenho o dever de cumprir com grande esmero esta digna “missão”.
A literatura é indiscutivelmente uma ferramenta essencial para a reflexão dos pensamentos e imaginações. Entretanto, torna-se condizente enaltecer os autores desta obra prima “O Soldado de Sua Majestade” onde é possível evidenciar a erudição e conhecimento técnico-literário pelos autores e autoras através dos contos fictícios deste livro. No decurso deste trabalho as páginas são vencidas em sua plenitude, uma vez que a diversidade de histórias imaginárias envolvidas em um tema relacionado à memória do “Pacificador” Luís Alves de Lima e Silva, como se refere no conto “O Duque e a imensidão de paz”, cooperam para tornar a leitura inestimável, suave e agradável; haja vista o legado incomparável deixado por este bravo homem também conhecido por suas vitórias em detrimento da paz nos rincões brasileiros.
Cada autor, individualmente, enseja algo novo em suas narrativas, incitando a curiosidade do leitor no decorrer da coletânea, todavia em virtude da enorme riqueza literária contida neste célebre livro. Além disso, vale salientar que cada conto nos remete ao exercício da capacidade de imaginar e adentrar afinco na vida de cada personagem das narrativas. Contudo, indiretamente nos impulsionando ao encontro dos devaneios do período imperial no Brasil.
Dessa forma, indubitavelmente infere-se a importância da arte literária propagada nas linhas deste livro “O Soldado de Sua Majestade”. Com efeito, imortalizando a cultura e tradições da sociedade brasileira. Logo, vale ressaltar ao leitor a imprescindibilidade da leitura deste livro a fim de aprimorar o senso crítico de imaginação e conhecimento. Afinal, como dizia Platão, “A coisa mais indispensável a um homem é reconhecer o uso que deve fazer do seu próprio conhecimento”.

Renan Estéfano Lemes Merlim
Cabo do Exército Brasileiro (EsSA)
Graduado em Gestão de Recursos Humanos